quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Polícia Civil realiza operação contra empresas suspeitas de fraudes em licitações e execução de contratos no Ceará

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) deflagrou, nas primeiras horas da manhã de hoje (25), uma operação com o objetivo de coletar novos elementos de provas sobre a suspeita de fraudes em licitações e na execução de contratos públicos, envolvendo empresas que prestam serviços de instalação/manutenção e venda de aparelhos de ar-condicionado. As vítimas do esquema criminoso são órgãos públicos do Estado do Ceará. Os detalhes do trabalho policial foram divulgados no final da manhã desta quarta-feira, em coletiva de imprensa na sede da Superintendência da PC-CE. No total, 75 policiais civis cumpriram 15 mandados de busca e preensão nas cidades de Fortaleza e de Mombaça, além de 12 sequestros de veículos, bem como o bloqueio de ativos financeiros na ordem R$ 9 milhões, nas contas bancárias relacionadas aos investigados. Durante a ofensiva policial, foram apreendidos veículos, aparelhos celulares, computadores e farta documentação sobre as empresas e os contratos que estão sob investigação. Todo o material deverá passar por perícia.

Investigações
A investigação aponta para indícios de que as empresas alvos da PC-CE formam um bloco econômico, com objetivos comuns e coordenados, o qual visa simular concorrências para ludibriar os oponentes e a própria administração pública, o que resulta em indevida vantagem econômica, mediante grave prejuízo ao erário.

Na prática, as empresas suspeitas compartilham os mesmos empregados, veículos, equipamentos, insumos e estruturas físicas, o que prova se tratar de um só conglomerado econômico, gerido pelas mesmas pessoas, que guardam relações de parentesco e estreita amizade, com distribuição de competências entre os envolvidos. As investigações apuram os crimes de fraude à licitação e organização criminosa. Com o cumprimento dos mandados, a PC-CE visa coletar novos elementos de provas, relativos aos crimes investigados, bem como recuperar ativos financeiros, que possam ressarcir os prejuízos causados aos cofres públicos. A ação é resultado de investigações da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) do Departamento de Recuperação de Ativos (DRA) da PC-CE.

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