terça-feira, 22 de junho de 2021

LIXO, UM PROBLEMA SEU


Uma constatação em qualquer cidade é que estamos sob montanhas e montanhas de lixo. Até mesmo as cidades limpas, revelam um problema assustador pois a destinação do lixo produzido geralmente estão em aterros ou lixões afastados das cidades. Ou seja a prefeitura baseada na lei contrata empresas para  transferir o problema do lixo da cidade para outras localidades. Segundo a USP a produção de resíduos sólidos urbanos (RSU) passou de 67 para 79 milhões de toneladas de 2010 para 2019, com dados da APRELPE, que é associação de empresas que coletam lixo. A responsabilidade maior no entanto tem que ser da população, segundo especialistas da USP. O lixo não é separado e não existe uma cobrança da sociedade civil que apenas coloca seus lixos no saco no horário e esperam a coleta programada, sem a preocupação com o destino e isso influencia diretamente a saúde pública, com a poluição do meio ambiente. A produção monstruosa de lixo no Brasil tem trazido dificuldades até para encontrar áreas destinadas a aterros sanitários, que é até a solução menos ruim para o lixo, isso se parte do lixo for destinada para a reciclagem, coisa que raramente acontece nos nossos municípios. A falta de inteligência para lidar com a produção de lixo perpassa pela academia. Deveria existir graduações de profissionais específicos para atuar no setor e as prefeituras com a obrigação de contratar tais profissionais que seriam responsáveis pela geração de renda através da reciclagem, até mesmo produção de gás, e incentivo de estudos para o melhor aproveitamento dos resíduos descartados pela população, hoje menos de 40% dos lixões e aterros sofrem algum controle sanitário contrariando a PNRS - Política Nacional dos Resíduos sólidos e o Marco Legal do Saneamento Básico de 2020 que foi ignorada em quase 100% pelas prefeituras. Segundo a USP a união de esforços entre a população, cientistas e gestores é a solução. O ato de separar o lixo é básico e a população não pode cobrar sem antes reciclar seu próprio comportamento. Muitos cidadãos que fazem a separação adequada reclama que o caminhão recolhe  e mistura tudo tornando o trabalho inútil. Mas nos perguntamos ao mesmo tempo: Qual o papel dos gestores? Qual atuação das associações de bairros? E as igrejas? Sindicatos e clubes de serviços não cobram? Então, a conclusão é que todos fazem parte de algum grupo que pode cobrar de outros e se associar a outros e assim fortalecer numa só voz capaz de ser ouvida. O lixo é viável economicamente. Marcos Mauricio

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