segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Publicação da Embrapa disponibiliza informações sobre peixes ornamentais

Uma atividade que caiu no gosto do brasileiro há um bom tempo, mas sobre a qual ainda não existiam muitas informações técnicas organizadas e sistematizadas. De forma genérica, assim pode ser citada a piscicultura ornamental no país. Para começar a mudar esse cenário, a Embrapa está lançando o primeiro volume do livro Peixes Ornamentais no Brasil. Dessa vez, o foco é em mercado, legislação, sistemas de produção e sanidade. Os editores técnicos são os pesquisadores Fabrício Rezende, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), e Rodrigo Fujimoto, da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE). “Com apoio de especialistas de renome nacional, traçamos a meta de elaborar um material técnico organizado que trouxesse experiências práticas de forma abrangente para atender a uma demanda recorrente do setor de peixes ornamentais e aquariofilia. A publicação em formato de e-book gratuito foi pensada para dar maior capilaridade e facilitar o acesso aos potenciais empreendedores, técnicos e interessados na temática a partir de um clique”, contextualiza Fabrício. Em 2016, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) divulgou levantamento sobre a população de pets no Brasil e no mundo. Os dados referem-se a 2014 e indicam que, no país, eram 18 milhões de peixes nesse segmento. Atrás de: gatos, com 22,1 milhões; aves, com 37,2 milhões; e cães, com 52,2 milhões de animais. Naquele ano, no mundo haviam 655,8 milhões de peixes no segmento de pets, sendo a espécie mais criada como animal de estimação. No Brasil, o principal polo de piscicultura ornamental é a Zona da Mata mineira. Fabrício traça o seguinte panorama: “o setor de peixes ornamentais e aquariofilia vem crescendo no Brasil desde os anos 1990 e vem sendo acompanhado pela profissionalização dos piscicultores que utilizam técnicas cada vez mais eficientes e incrementam qualidade ao peixe comercializado”. Segundo ele, “os piscicultores com maior experiência e tecnificação dos sistemas de produção conseguem disponibilizar novidades ao mercado de aquariofilia a custos cada vez mais competitivos. A atividade exige piscicultores com forte senso de observação, que por terem espírito de empreendedor conseguem, de forma empírica, aprimorar as técnicas produtivas e realizar a seleção de padrões interessantes para o mercado”. Onde encontrar: gratuitamente clicando neste link

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