quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Professor Carlos Zacarias (UFBA) recebe solidariedade na ALBA do deputado Hilton Coelho (PSOL)

Membro da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Educação na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) expressou “total apoio e irrestrita solidariedade ao professor Carlos Zacarias Figueirôa de Sena Júnior (UFBA). A notificação extrajudicial, em ação movida pela produtora Brasil Paralelo, assumidamente de direita e conservadora, é uma forma de cercear o livre debate de ideias e o direito de Cátedra de Zacarias. Repudiamos tal atitude”, disse. A Brasil Paralelo, segundo avaliação do parlamentar, “produz conteúdo de caráter revisionista e negacionista. Carlos Zacarias é um historiador, um pesquisador, que ensina História como uma ciência humana pautada na ética. Tem toda a autoridade moral, acadêmica, política, ética para criticar e não admitir falsificações deliberadas com fins políticos e ideológicos como as produções da Brasil Paralelo. Qual o ‘crime’ de Zacarias? Criticou no Facebook um dos vídeos da produtora foi indicado pela Secretaria Estadual de Educação da Bahia (SEC). A SEC acabou retirando a indicação do material após a postagem. Sempre bom lembrar que essa empresa teve a quebra de seu sigilo bancário requerida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no início do mês de agosto por suspeita de integrar uma rede organizada de desinformação sobre a pandemia. O que mais acrescentar?”, questiona. Hilton Coelho reafirma seu apoio e solidariedade ao professor Carlos Zacarias. “A Brasil Paralelo quer obrigar o docente da UFBA a rever sua opinião. Obrigar que escreva algo que combate e não acredita. Chama a opinião de Zacarias de ‘linguajar difamatório em relação à empresa’ e dá um prazo de sete dias (contados do recebimento da notificação) para que Zacarias publique o texto-retratação da produtora. Evidente que isso não irá acontecer. Estou lado a lado de Carlos Zacarias no combate pela verdade histórica e contra todo o revisionismo e negacionismo científico”, conclui o parlamentar que é graduado e mestre em História pela UFBA.

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