sexta-feira, 12 de março de 2021

Delegada-Geral analisa ascensão feminina nas forças policiais

 A Delegada-Geral da Polícia Civil da Bahia, Heloísa Campos de Brito, participou, na quarta-feira (10), de uma live da Superintendência de Prevenção à Violência (SPrev), da Secretaria de Segurança Pública. A transmissão, dedicada à Semana da Mulher, abordou a presença feminina cada vez maior nas forças policiais e tratou tanto da trajetória da gestora quanto da quantidade de mulheres em posição de destaque na Instituição. A live teve a participação do superintendente da SPrev e ex-Delegado-Geral, Bernardino Brito Filho, e da delegada Marjorie Veiga. Bernardino salientou a importância da presença feminina em posições de comando e direção, visando à igualdade de direitos e oportunidades entre gêneros. "Tenho uma admiração muito grande quando vejo guardiãs da sociedade, mulheres que deixam o lar para fazer o exercício da cidadania, a garantia do direitos. O amor é execução e caridade. A liberdade da mulher no trabalho é a realização do reconhecimento de todas", disse. Heloísa, por sua vez, citou a quantidade de delegadas liderando os departamentos da Polícia Civil. A Delegada-Geral reafirmou que a ascensão delas aos cargos é reflexo do valor destas profissionais, demonstrado ao longo de suas carreiras na Instituição. "Temos a Delegada-Geral, a Delegada-Geral Adjunta, a diretora da Academia da Polícia Civil, do Departamento de Polícia Metropolitana, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, do Departamento de Polícia do Interior... Vários departamentos muito relevantes. E o melhor é que todas nós fomos escolhidas em razão do critério técnico. É o reconhecimento do trabalho que fizemos em uma instituição que, por muito tempo, foi associada ao masculino. Nossa atividade foi muito associada à força, e não ao que realmente é: investigação, técnica, rigor ético, frieza emocional, discernimento – características que podem existir tanto no masculino quanto no feminino", declarou. "Quero que essas diretoras sirvam de inspiração. Que outras mulheres, dentro ou fora da polícia, vejam que se pode ter uma Delegada-Geral mulher em uma instituição com quase 6 mil servidores e que abrange 417 municípios, com toda a complexidade que isso traz. Quero, portanto, que essa menina saiba que ela pode ser o que quiser, que pode ter a profissão que quiser, usar a roupa que quiser, porque ela é dona do próprio corpo, da própria alma e da própria carreira", acrescentou. Mãe de um adolescente, Heloísa falou sobre como a experiência da maternidade ajudou a guiar sua conduta profissional e a maneira como vê a atividade policial civil. Para a Delegada-Geral, educação, urbanidade e ética devem nortear o trabalho de todo servidor. "Minha maior alegria é ter descoberto essa profissão que nos propicia moldar a sociedade, transformar o mundo em um lugar melhor. É saber que, todo dia, com meu trabalho e o de cada um dos policiais civis que aqui estão, a gente consegue deixar a sociedade mais justa, mais segura para aqueles que a gente ama e também para aqueles com quem não convivemos. Essa é a grandiosidade do trabalho do policial civil. Vale a pena fazer aquilo que a gente acredita, seguir nossos sonhos, construir uma carreira, fazer aquilo que a gente ama", concluiu. Ascom-PC/Felipe Paranhos

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