quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Polícia Civil deflagra Operação Excesso de Defesa e cumpre mandados contra advogados em Rio Brilhante

Rio Brilhante (MS): A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Rio Brilhante, cumpriu na manhã desta quarta-feira (5), mandados judiciais de busca e apreensão contra grupo de advogados, investigados por coagir vítima de violência doméstica. De acordo com as investigações, a vítima que teria sido mantida em cárcere privado, bem como sofrido lesões corporais e estupro, por seu ex-namorado que ainda se encontra foragido, foi ameaçada novamente e coagida a alterar a versão que apresentou, no momento em que comunicou os fatos. Por medo, a vítima teria, inclusive, assinado sem ler, uma procuração a um advogado e uma petição dizendo que teria sido pressionada pelos policiais e seus familiares a mentir.
A equipe de investigação, percebendo tal situação, conseguiu oferecer o suporte a vítima e seus familiares para que a vítima se sentisse novamente acolhida e comunicasse as novas ameaças sofridas.
Com os elementos colhidos foram representadas pelas medidas de busca e apreensão em desfavor dos advogados, que tinham como objetivo angariar mais elementos que corroborassem a coação no curso da investigação e o conluio entre os advogados. Além disso, como forma de proteger a vítima e demais testemunhas, também foi representada pela imposição de medidas cautelares diversas da prisão, dentre as quais, proibição de contato e aproximação, bem como a suspensão dos advogados, para que sejam impedidos de atuar no caso.
No total, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais dos advogados. A operação contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Nova Alvorada do Sul e SIG/Dourados, bem como teve a participação de membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tal como preconiza a Lei 8.906/94.
Destaca-se que a Polícia Civil tem a missão de sempre atuar de forma acolhedora com relação às vítimas de violência doméstica, tão importante para encorajar a mulher a romper o ciclo de violência. De outro lado, contra os agressores e a quem, de forma ilegal, tenta embaraçar as investigações, atua-se de forma firme, garantindo que a lei seja aplicada de forma que haja punição adequada e para que a vítima e testemunhas encontrem-se protegidas de novas ameaças ou agressões.

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