sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Golpe da dívida esquecida: como reconhecer e evitar sair no prejuízo - E o que fazer caso tenha caído no golpe

Dívida é algo que aterroriza muita gente, ainda mais quando não lembramos que ela existe. Muitos criminosos se aproveitam deste desespero para aplicar golpes.
Tendo acesso às nossas informações pessoais (infelizmente muito fáceis de encontrar em um mundo cada vez mais digitalizado), o estelionatário entra em contato com a vítima por meio de mensagem de texto, telefonema ou e-mail.Saiba como reconhecer uma ligação assim quando receber, o que fazer para não cair na armadilha e, caso tenha caído, como tentar se recuperar do prejuízo.
Um cliente do nosso escritório recebeu estas mensagens da imagem. Repare que o SMS é sempre em caráter urgente e simula bem um texto “oficial”, o que atrai a atenção da pessoa.
Para saber do que se trata, ele ou ela ligará no número fornecido. Quem atende diz, em muitas ocasiões, ser de uma empresa de recuperação de crédito.
É importante ressaltar que tais empresas realmente existem e realizam um trabalho legítimo: bancos vendem dívidas de clientes para as recuperadoras de crédito, que assumem o papel de cobrar a dívida por um valor menor. O que pode acontecer é o golpista fingir ser funcionário de uma recuperadora.
O golpe da dívida esquecida acontece quando a dívida cobrada não existe, mas devido ao terror psicológico imposto pela pessoa do outro lado da linha, que o ameaça com negativação do CPF ou mesmo processo judicial, você se vê encurralado pela dúvida e o desespero.O nosso cliente ligou para saber do que se tratava. A suposta atendente da recuperadora de crédito lhe informou de uma dívida de 2016 de um banco cuja conta o cliente encerrou em 2018. Seria impossível fechar a conta sem pagar o que devia ao banco.
Ele estranhou e percebeu que se tratava de um golpe. Mensagens da empresa ainda continuaram a chegar nos dias seguintes por ele ter “descumprido o acordo extrajudicial”, logo “providências seriam tomadas”.
Algumas táticas usadas pelo (a) “atendente”
Pede para que você confirme seus próprios dados pessoais (primeiro sinal de alerta);
Informa o nome do banco que você possui ou possuía conta e uma suposta dívida em aberto de muitos anos atrás, seja tarifas, financiamentos ou mesmo cheques sem fundo;
Oferece um acordo extrajudicial com valor mais baixo que o original;
Quando questionado sobre a existência da dívida, o atendente assume uma postura pouco amigável, chegando até a hostilidade;
Ameaça negativar o CPF e até mesmo processar judicialmente caso a suposta dívida não seja paga o quanto antes;
Não querendo arriscar ser negativado ou mesmo processado, a vítima aceita o “acordo” para pagar a dívida que ela sequer se lembra.
O que fazer para não cair no golpe
Não é fácil lembrar de tudo, mas se você tem certeza de que não possui essa dívida, questione, mesmo que isso provoque um comportamento atípico e pouco profissional da pessoa ao telefone;
Peça mais informações sobre a dívida, embora o atendente se recuse a fornecê-las antes do pagamento;
Ligue no banco informado e peça informações sobre a suposta dívida e se o banco costuma vender dívidas para a referida empresa de recuperação de crédito;
Acesse o site do Procon do seu estado, o site Consumidor.gov.br ou o Reclame Aqui (um site de reclamações de empresas) para ver se há outras queixas contra a recuperadora de crédito;
Depois de concluir que tudo não passa de um golpe e mesmo que tenha cedido e feito o suposto acordo extrajudicial, não pague o boleto ou faça a transferência.
E se já tiver pagado e ter percebido o golpe só depois?
Esperamos que este não seja o seu caso (assim como não foi o do nosso cliente). Embora mais difícil, é possível recuperar o dinheiro em alguns casos. Para isto, você precisará:
Entrar em contato com o banco emissor do boleto ou destino da transferência bancária e informar ser vítima de fraude;
Fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia e também informar ser vítima de fraude. Seu caso pode ser o mesmo de outras vítimas ou servir de modelo para futuros casos.
Caso o banco não reconheça que você foi vítima de estelionato, você poderá entrar com uma ação judicial. Busque orientação de um (a) advogado (a) especializado (a) para saber como recuperar seu dinheiro judicialmente.

Por: Pablo Paulino.
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Brasil e Silveira AdvogadosPRO

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