terça-feira, 9 de junho de 2020

Cancelamento do carnaval provocaria impacto bilionário de receita gerada com turismo na BA



Artistas, blocos e camarotes que ajudam a fazer o carnaval de Salvador estão apreensivos com a possibilidade de não realização da festa em 2021 por causa da pandemia do coronavírus. O alerta já foi feito tanto pelo governador Rui Costa quanto pelo prefeito ACM Neto em entrevistas recentes. Nos bastidores, os setores que organizam o carnaval da capital baiana dão como certo de que a festa não poderá ser realizada.O Camarote Salvador, por exemplo, um dos mais famosos e luxuosos do circuito de Ondina, já divulgou a política de cancelamento e devolução dos pacotes comprados, apesar das vendas ainda estarem disponíveis.Em entrevista ao G1, Reinaldo Santos, que é vice-presidente do Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares (Comcar), afirmou que dificilmente a festa vai acontecer. “O que a gente está vendo é que o problema da pandemia não vai permitir a execução do carnaval. É a mesma posição de Rio de Janeiro, São Paulo e os estados que fazem o carnaval mais ativamente, como aqui”, disse.
O Comcar é o colegiado instituído por lei para regular o carnaval e outras festas populares em Salvador.
Sem o carnaval, mais de R$ 1 bilhão deve deixar de circular em Salvador, se comparado com os números que a festa gerou em 2020.
De acordo com dados da Secretaria de Turismo do Estado, mais de 600 mil turistas se hospedaram na capital baiana e no entorno, gerando uma receita de aproximadamente R$ 1,25 bilhão.
A pesquisa compreende o período entre 20 e 26 de janeiro, e mostra que 92% desses turistas são oriundos do próprio país.
A realização da festa carnavalesca está atrelada ao surgimento de uma vacina em escala global para proteger a população do contágio do coronavírus.
Embora uma vacina desenvolvida no Reino Unido esteja prevista para ser testada no Brasil, muitos cientistas não acreditam na imunização da população ainda este ano.

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