quinta-feira, 26 de março de 2020

Maia: deputados discutem aprovar renda mínima de R$ 500 para informais



O presidente da Câmara, Rodrigo Maia
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciou nesta quinta-feira (26) que deputados discutem uma proposta de renda mínima de R$ 500 para brasileiros em situação de vulnerabilidade social, caso dos trabalhadores informais, por exemplo. O valor é maior que o proposto pelo ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, de R$ 200.
Segundo Maia, os parlamentares devem apreciar esse texto ainda na sessão desta quinta, e aproveitar um projeto que já tem urgência aprovada para alterar o mérito em plenário incluindo essa proposta de renda mínima.
“Precisamos garantir recursos, o que entendemos é que a proposta do governo é pequena para aquilo que a população precisa. Eu entendo o governo, que ainda trabalha com a questão do impacto fiscal, mas, neste momento, não é o mais importante.O importante é que todos nós, em conjunto, possamos gerar as condições mínimas para que os brasileiros possam manter a determinação do Ministério da Saúde, da OMS [Organização Mundial da Saúde], dos estados e das prefeituras [de ficar em isolamento]”, disse Maia.
O presidente da Câmara voltou a cobrar que o Executivo comande as ações de enfrentamento à pandemia. Segundo ele, o valor necessário para o enfrentamento da crise é entre R$ 300 bilhões a R$ 400 bilhões.
Maia citou a necessidade de pensar uma solução para os aluguéis das empresas que, com a crise, não teriam condições de serem pagos e lembrou que, na crise de 2008, o governo Lula garantiu que os bancos não quebrassem.
“Não é possível que a gente não possa garantir aos trabalhadores informais uma renda por esse período de três meses e avaliando esse cenário a cada semana, porque isso é um cenário de guerra. É importante que a gente possa aplicar os recursos [públicos] também na sociedade brasileira”, disse.
Maia disse que o melhor caminho é o diálogo e que cabe ao presidente da República liderar esse processo, como, por exemplo, convocar uma reunião com todos os poderes para que, em conjunto, possam encontrar soluções.
Na avaliação do presidente da Câmara, caso o governo não dê à população segurança para seguir a determinação de ficar em casa, as pessoas vão sair do isolamento, aumentar as contaminações, colapsar o sistema de saúde e criar uma “tempestade perfeita” para crise se aprofundar.
“Precisamos dar previsibilidade para que as pessoas possam continuar nas suas residências, e que os empregadores saibam que seus negócios continuarão existindo, mas é o Executivo quem pode organizar isso”, cobrou.
Fonte: Agência Câmara

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