quinta-feira, 19 de março de 2020

BAHIA - Derrubada liminar que mantém vigilantes em atividades essenciais


A greve por tempo indeterminado dos vigilantes que prestam serviço em várias instituições da Bahia chega ao oitavo dia nesta quarta-feira (18), e sem o efetivo mínimo trabalhando.
A categoria não precisa mais manter efetivo mínimo de 50% nas agências bancárias e do INSS, nem 30% nos demais serviços, porque foi derrubada pelo desembargador Edilton Meireles de Oliveira Santos, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a liminar que determinava que parte dos vigilantes mantivesse as atividades.
O desembargador disse que, como não houve acordo entre patrões e empregados, o julgamento do dissídio foi marcado para 23 de março no TRT, mas foi adiado na tarde de terça-feira (17) pelo desembargador, sem marcação de uma nova data.
Na segunda-feira (16), a categoria e os patrões se reuniram em uma segunda audiência de conciliação no TRT, mas não chegara a um acordo.


Os patrões ofereceram pagar este ano o reajuste da inflação baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2019 (3,57%) e pagar o INPC de 2020 (4,30%) parcelado.


Os vigilantes não aceitaram a proposta. A categoria pede 8% de reposição integral da inflação 2018/2019 e 2019/2020, mais 5% de ganho real; ticket refeição de R$ 13 para R$ 23, além da manutenção das conquistas anteriores.


Diante das restrições por causa do coronavírus, o decreto do governo do estado que, entre outras restrições, proíbe passeatas e concentrações com mais de 50 pessoas, por exemplo, e cuidados comuns a todos, a direção do Sindicato dos Vigilantes deixou de fazer passeatas e grandes concentrações na segunda (16) e terça-feira (17).


Na tarde desta quarta, a categoria divulgou nota informando que resolveu suspender temporariamente as atividades da mobilização (reuniões, manifestações, assembleias, passeatas, visitas a postos, entre outras), com recomendação para que todos os trabalhadores permaneçam em casa. A nota ainda diz que as atividades serão retomadas "assim que as condições referentes à normalidade em relação ao coronavírus permitir".

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