quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Seca atinge interior da Bahia e faz o preço do feijão subir

O produto que antes era encontrado na média dos R$ 4, hoje já ultrapassa a casa dos R$ 6, e a expectativa dos comerciantes baianos é que aumente ainda mais.
No Mercado Sete Portas, conhecido por ofertar alimentos naturais e com preços mais em contas, não se encontra mais o feijão tradicional, conhecido como carioquinha, ao custo de R$ 4, como era possível a cerca de 15 dias atrás. O quilo do alimento já está sendo vendido entre R$ 6 e R$ 7. O motivo? O comerciante Roberto Costa explica.
“Muita gente perdeu todo seu plantio, por causa da seca. A gente planta em abril e só vai colher em agosto, setembro, daí começa o processo para começar a vender. A saca [60 kg] que antes a gente comprava por R$ 180 ou R$ 200, hoje tá saindo em torno de R$ 400 e R$ 420. A tendência agora é só aumentar. O quilo do feijão deve bater a casa dos R$ 9, R$ 10”, disse.
Ele foi um dos prejudicados com o período de seca. Chegou a plantar o alimento no município de Santa Bárbara, mas todo o plantio foi perdido, gerando um prejuízo em torno de R$ 1500, somando os gastos com máquinas e pessoal que trabalha com a plantação.
Nos mercados da capital baiana o resultado é o mesmo. Na Rede Mix Supermercado, na Rua Djalma Dutra, o feijão carioquinha passou de R$ 3,98 para R$ 5,49, também sob expectativa de aumentos maiores até o final do mês, podendo prolongar durante esse primeiro semestre.
Outros tipos do alimento, como fradinho e feijão preto, também registraram aumentos significativos. O acréscimo mínimo é de R$ 1.
O que se houve no setor é que quem ainda tem o produto em estoque, está guardando para ofertar quando o alimento começar a diminuir nos supermercados. Então é bom correr para garantir o quilo do feijão com preços mais razoáveis.

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