segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Privatizações: só o capital privado que ganha

As empresas públicas são peças fundamentais para o desenvolvimento de uma nação. Também podem ser muito competitivas. Por isso, incomodam o grande capital privado. É o caso do sistema financeiro. Há muito tempo que os bancos querem meter a "mão" no FGTS, administrado pela Caixa, e na Previdência.
Embora o principal objetivo das empresas públicas não seja o lucro, o fato é que geram, e muito. Para se ter ideia, o resultado das cinco maiores estatais federais chegou a R$ 806,6 bilhões entre 2002 e 2016. Boa parte do dinheiro - R$ 285 bilhões - foi distribuído em dividendos ao governo federal e revertido em investimentos para o país.
Exemplos têm de sobra. É o caso dos bancos públicos que nos últimos anos viram o lucro líquido crescer e são os maiores financiadores da habitação popular, saneamento básico, infraestrutura, educação e crédito agrícola. Programas que ajudaram a reduzir as desigualdades sociais e tirar milhões de pessoas da pobreza.
Agora, tudo isso está em risco, com a ameaça de privatização das estatais. Vender as empresas é abrir mão da soberania nacional e jogar milhões de pessoas, que dependem dos investimentos do Estado, na miséria total. Não é a toa que as grandes nações são tão protecionistas.
O conjunto de empresas públicas nos países da OCDE, como Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Suécia - que passam longe da definição de 'país atrasado' - alcançou valor superior a US$ 2 trilhões, empregando mais de 6 milhões de pessoas. Portanto, não tem como serem prejudiciais ao desenvolvimento. (SBBA)

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