domingo, 29 de setembro de 2019

Amor a profissão e senso de justiça movem policiais civis do Estado


Campo Grande (MS) – Abnegação e sacerdócio, assim o delegado Edgard Punsky Sousa, titular da Polícia Civil de Paranhos, resume a atividade policial, que segundo ele, muitas vezes acaba tomando o tempo com a família, com os amigos e as horas de lazer. “Quem apenas prioriza os seus compromissos pessoais, acaba sendo um mau servidor, porque o nosso serviço não tem hora para acontecer”, justifica.
O delegado Edgard junto com centenas de outros delegados, investigadores, escrivães, agentes de polícia científica, peritos papiloscopistas e criminais e médicos legistas, comemoram neste domingo (29), o Dia Estadual do Policial Civil. Esses valorosos profissionais são responsáveis pelo importante trabalho de investigar e esclarecer crimes. Um trabalho árduo, mas com expressivos resultados, que colocam Mato Grosso do Sul na liderança nacional quando o assunto é esclarecimento de homicídios, com índice que ultrapassa os 70%.
Para esta estatística de elucidações entrou o caso da servidora pública Nathállia Corrêa Batista, morta aos 29 anos, em Porto Murtinho, pelo então companheiro e a amante dele. O caso que teve grande repercussão e comoveu a sociedade, é um dos vários crimes que o investigador Cláudio Rossi Júnior, da Delegacia Especializada de Homicídios, ajudou a esclarecer. A profissão ele resume em amor. “É trabalhar para deixar Campo Grande e Mato Grosso do Sul mais seguro para as minhas filhas e para as pessoas que eu amo”, enfatiza.
Apaixonado pela profissão é também o médico legista Carlos Eduardo Trindade do Amaral. Na profissão há mais de 20 anos, ele afirma ser prazeroso ajudar a sociedade desvendando e esclarecendo situações e crimes. “Fazer esse trabalho as vezes é árduo e difícil, mas é muito compensador e para mim, é um prazer ser médico legista e policial civil”, diz.
Em Mato Grosso do Sul uma lei estadual instituiu o dia 29 de setembro como o Dia do Policial Civil, para lembrar heróis anônimos que todos os dias deixam suas casas para servir e proteger a sociedade. Uma profissão arriscada e que exige bem mais que técnicas. “É o exercício da resiliência, você tem que todos os dias ser perseverante e acreditar na Justiça”, resume o investigador Walter Lisboa, do Grupo de Operações e Investigações da Polícia Civil.
Para a perita papiloscopista, Daniele Bueno, ser policial civil é sobretudo uma razão de acreditar. “Acreditar no bem, no bom, no justo, no correto, acreditar que vale a pena trabalhar a favor da segurança da sociedade, mesmo que em detrimento da nossa. É acreditar em dias melhores e trabalhar incansavelmente por eles”, pontua.
Para o Delegado-Geral, Marcelo Vargas, o fato da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul ser reconhecida como a mais eficiente do Brasil, é fruto da dedicação, do comprometimento e da garra de cada integrante da instituição. “A eles, o nosso muito obrigado e os parabéns por esse dia do policial civil”, finaliza.
Publicado por: JOELMA BELCHIOR

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