terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Polícia Civil conclui inquérito e indicia 50 pessoas por esquema nacional de fraude em contas bancárias em Iguatu



A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia Regional de Iguatu, concluiu, nesta terça-feira (11), um inquérito policial que desarticulou um esquema fraudulento de empréstimo por meio da internet, utilizando contas bancárias em Iguatu. As investigações, que duraram um ano, resultaram no indiciamento de 50 pessoas. A Polícia Civil afirma que o prejuízo das vítimas pode chegar a R$ 500 mil.
O delegado Marcos Sandro Lira, responsável pelas investigações e titular da delegacia regional do município, explicou que as vítimas, em busca de empréstimos por meio da internet, pagavam taxas administrativas que eram depositadas em contas bancárias de Iguatu. As investigações tiveram início há um ano, quando a delegacia recebeu dezenas de ofícios de vários estados brasileiros, informando que contas de agências bancárias de Iguatu estavam recebendo depósitos fraudulentos de vítimas de estelionato. O delegado informou que todas as vítimas são de fora do Estado. Existem queixas de Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Pará.Além de indiciar 48 pessoas por receptação – pelo empréstimo das contas para o recebimento do dinheiro –, a Polícia Civil identificou e indiciou os dois chefes do esquema criminoso. Trata-se de Demutier Gonçalves de Oliveira Júnior (30) e Antônio Marcos Leôncio da Silva (22), ambos sem antecedentes criminais. Ainda conforme o delegado, a dupla mantinha 12 sites falsos que ofereciam empréstimos a pessoas de todo o País. “Quando as vítimas acessavam à página, eram direcionadas para preencherem formulários que geravam falsos empréstimos. Com isso, as vítimas eram ludibriadas a depositar taxas administrativas que seriam a comprovação para a liberação dos empréstimos”, explica Marcos Sandro.
O delegado afirmou ainda que os criminosos ofereciam empréstimos com valores de 5, 10 e 15 mil reais, com taxas bem abaixo dos valores de empresas atuantes no mercado, além da dispensa de comprovação de rendas e sem consulta aos serviços de proteção de crédito. Os depósitos das chamadas “taxas administrativas”, efetuados pelas pessoas lesadas pelo grupo criminoso, giraram entre R$ 300 a R$ 1.200. As vítimas só tomavam conhecimento da fraude ao perceberem a demora na liberação do benefício solicitado ou quando os estelionatários faziam contato solicitando mais dinheiro.
Em depoimentos prestados, os suspeitos de cederem as contas para os depósitos contaram ao delegado que recebiam o pagamento de 10% dos valores que caiam em suas contas. A Polícia apurou ainda que os valores arrecadados se relacionavam com quantias recolhidas para pagamentos de apostas em sites de apostas esportivas online. O inquérito policial foi remetido ao Ministério Público para oferecimento de denúncia.

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