sexta-feira, 13 de julho de 2018

Professora pede “esforço de guerra” para proteger região Amazônica


Seminário reuniu representantes dos oito países integrantes da OTCA - Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) Nazaré Imbiriba disse que a expansão da fronteira agrícola e as mudanças climáticas impõem um “esforço de guerra”, com políticas públicas permanentes para educação, saúde e meio ambiente, além de respeito aos saberes ancestrais andino-amazônicos.
“Se nós chegarmos aos 25% de desmatamento e fogo, poderemos entrar em uma era de ‘savanização’. Não é brincadeira, não é falácia. Essa região é estratégica; e a situação, calamitosa”, declarou, durante o evento promovido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Na mesma linha, o presidente da Fundação Equatoriana de Estudos Ecológicos, Danilo Silva, pediu foco em negócios e oportunidades específicos para a região Amazônica como um todo.

“Por que não falar de um modelo um pouco mais local, que nos permita conjugar a parte ecológica com a parte econômica?”, indagou. “Temos a proposta de promover uma cooperação técnico-científica sul-sul, fortalecendo os laços entre os países e gerando oportunidades e negócios sustentáveis”, acrescentou.

Financiamento
Atualmente, a OTCA já desenvolve vários projetos de cooperação socioambiental e econômica. No entanto, outro desafio a ser superado na integração amazônica é o financiamento dos programas regionais, como afirmou o representante do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, embaixador Norberto Moretti, co-organizador do seminário.

“Para financiar esses projetos, precisamos de recursos adicionais, seja dos países membros, de outras organizações ou de nações amigas”, apontou.

Agenda amazônica
No término do seminário, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, deputado Nilson Pinto (PSDB-PA), resumiu algumas das ações para fortalecer a OTCA e priorizar a chamada “agenda amazônica” nas discussões intergovernamentais.

“É preciso estimular parcerias com instituições acadêmicas, associações da sociedade civil, empresariado e parlamentos de todos os países da Amazônia. Somente juntos poderemos alcançar o objetivo do desenvolvimento humano com responsabilidade socioambiental”, explicou.

Ouça esta reportagem na Rádio Câmara

O deputado apontou ainda que o aprofundamento da cooperação “é a única maneira de otimizar recursos e garantir resultados duradouros”, sobretudo em relação ao conhecimento técnico-científico.

Em novembro, deve ser aprovada agenda até 2030 da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. As novas metas devem ser referendadas em uma reunião de cúpula de presidentes de países da região, no primeiro trimestre de 2019.

 'Agência Câmara Notícias'

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