segunda-feira, 16 de julho de 2018

“Diálogos na USP” debate o futuro do futebol brasileiro

A Copa do Mundo, realizada neste ano na Rússia, foi um grande sucesso. O presidente da Fifa declarou ter sido “a melhor Copa de todos os tempos”. Entretanto, não se pode afirmar isso para os brasileiros amantes de futebol. A seleção brasileira foi eliminada nas quartas de final, em um jogo contra a Bélgica.
Pensando ainda no sonho frustrado do hexacampeonato, o Diálogos na USP discutiu o futuro do futebol no Brasil. Marcello Rollemberg e Luiz Roberto Serrano conversaram com Katia Rubio, professora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP e coordenadora do Grupo de Estudos Olímpicos, e com Marcelo Damato, jornalista formado pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, que trabalhou em veículos como o jornal Folha de S. Paulo e o diário esportivo Lance.Foto: Marcos Santos / USP Imagens
A principal questão abordada no primeiro bloco foi a não identificação da seleção brasileira com o povo brasileiro e a estrangeirização dos jogadores. “Nessa Copa, a seleção teve pouca identidade com o torcedor brasileiro”, afirma Katia Rubio. Já para Damato isso é um reflexo da estrangeirização do País como um todo, além do verdadeiro futebol brasileiro que ficou no Brasil estar bem ruim. “Veremos isso a partir de quarta-feira, quando retorna o Campeonato Brasileiro”, analisa.Foto: Marcos Santos / USP .
Perguntados a respeito de como melhorar o futebol existente no Brasil, Katia salientou que o esporte não é encarado nem como um negócio e nem como um agente social, sendo sustentado pela memória de glória que a modalidade possui. “O futebol brasileiro de hoje é um fantasma de si mesmo. É duro, mas a realidade é essa.” Por outro lado, o jornalista esportivo ressaltou o tratamento dado aos jogadores da base e o investimento nos meninos. “O jogador da categoria de base é uma mercadoria. Nos clubes europeus o jogador mirim fica de cinco a seis anos até encontrar um local. Aqui no Brasil, ele pula de clube em clube”, observa Damato.

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