segunda-feira, 4 de junho de 2018

Polícia Civil investiga esquema de estelionato e falsidade ideológica em Santarém


A Polícia Civil investiga um esquema de estelionato e falsidade ideológica que teria origem em uma empresa do ramo de piscinas com matriz em Altamira e filial em Santarém, oeste paraense. Três pessoas, clientes da empresa, denunciaram que tiveram seus dados pessoais usados ilegalmente para obtenção de financiamentos junto a um banco para supostamente comprar piscinas na firma. No último dia 24, durante operação policial, denominada Lazer Legal, para cumprir mandados de busca e apreensão, policiais civis apreenderam diversos documentos e boletos bancários em nome das vítimas, dentro das sedes da empresa, nos dois municípios. A operação foi deflagrada por policiais civis da Unidade Integrada Propaz (UIPP) da área de Santarenzinho, em Santarém, onde a denúncia foi registrada por meio de boletim de ocorrência.


Documentos são apreendidos em empresaSegundo o delegado Alexandro Napoleão, titular da UIPP, os três clientes da empresa, que moram em Santarém, apresentaram documentos, entre outras documentações, mostrando que tiveram os dados pessoais utilizados indevidamente para simular a compra de piscinas da empresa junto à uma instituição bancária.

Dessa forma, o banco concedeu financiamentos para a empresa. O valor seria superior a R$ 200 mil. Ao tomarem conhecimento da existência das dívidas em seus nomes, as vítimas foram até a UIPP de Santarenzinho, responsável pelo bairro onde a empresa está sediada.
"Colhemos depoimentos e interrogatórios, e representamos pela busca e apreensão de documentos nas sedes da empresa em Altamira e Santarém, bem como na casa de sua proprietária", detalha o delegado.
Os pedidos dos mandados judiciais foram feitos à 1ª Vara Criminal de Santarém e deferidos pelo juiz Rômulo Nogueira de Brito. Dessa forma, detalha o delegado, foram montadas duas frentes na operação. Uma das equipes policiais, em Santarém, sob comando do delegado Alexandro Napoleão, foi até a sede da empresa para apreender documentos e boletos bancários em nome das três vítimas. Os documentos foram juntados aos autos do inquérito policial em andamento. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a proprietária da empresa e dois advogados acompanharam a diligência policial.
ARMA APREENDIDA Em Altamira, policiais civis do município, comandados pelo delegado David Flávio, foram até a matriz da empresa, onde os agentes localizaram outros documentos em nome das vítimas. No local, durante a operação, os policiais civis apreenderam ainda um revólver calibre .38 municiado e sem numeração. A arma estava guardada no escritório da empresa.
O gerente responsável pelo escritório foi autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo. "A documentação arrecadada será analisada, periciada no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves e enviada ao Poder Judiciário de Santarém, juntamente com os autos do inquérito policial", ressalta o delegado Alexandro Napoleão. O crime de posse ilegal de arma, de numeração raspada, será apurado na cidade de Altamira. A operação conjunta foi supervisionada pelo superintendente regionais da Polícia Civil em Santarém, delegado Nelson Nascimento, e de Altamira, delegado Walison Damasceno.

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