terça-feira, 22 de maio de 2018

Rede de pesquisadores avalia fungicidas no controle da ramulária

Uma rede de pesquisa composta por profissionais da Embrapa, empresas de pesquisa e consultoria e empresas de agroquímicos estão avaliando durante esta safra a eficiência de 19 fungicidas no controle da mancha de ramulária, atualmente considerada a principal doença do algodoeiro no país, responsável por até 12 pulverizações durante uma safra em regiões mais suscetíveis ao patógeno. A pesquisa está sendo financiada pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), através de recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), e por empresas de agroquímicos.O pesquisador da Embrapa Algodão Alderi Araújo, que coordena a iniciativa, explica que além de estabelecer uma rede de ensaios nas principais regiões produtoras do país, o estudo também tem por objetivo investigar a existência de fungos resistentes aos produtos químicos utilizados no controle da ramulária. “Os produtos que estão sendo utilizados nem sempre apresentam uma resposta satisfatória, o que nos leva a suspeita de resistência a esses produtos. Diante da gravidade desse problema, produtores, pesquisadores, consultores e empresas estão articulados para no final desta safra termos informações para permitir ao produtor melhorar o seu programa de controle da doença e reduzir os custos com aplicações”, afirmou.
Os ensaios estão sendo realizado em 12 áreas, distribuídas entre os principais estados produtores de algodão – Mato Grosso, Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul.
“Juntamente com o bicudo, a ramulária é considerada um dos principais problemas do algodoeiro no cerrado brasileiro com abrangência e intensidade, principalmente em áreas onde se cultiva o algodoeiro sem a prática da rotação de culturas”, explicou o coordenador do programa fitossanitário da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Antônio Carlos Araújo, durante dia de campo sobre manejo da ramulária, na Fazenda Pamplona, do grupo SLC Agrícola, em Cristalina (GO).
Segundo Alderi Araújo, a rede de pesquisa da ramulária vai nivelar o conhecimento existente sobre o desenvolvimento da doença nas diferentes regiões produtoras, sistematizar as metodologias e procedimentos usados nos ensaios, conhecer o modo de ação dos produtos. “Isso nos permitirá realizar a alternância baseada na eficiência dos diferentes princípios ativos com modos de ação distintos, reduzindo o risco de populações resistentes”, explicou.
A rede de pesquisa da ramulária também irá avaliar novas moléculas que estão disponíveis para testes visando agilizar seu registro e sua oferta aos produtores.
Além da Embrapa Algodão, fazem parte da rede de pesquisa a Fundação Mato Grosso, Fundação Bahia, Fundação Chapadão, Agrodinâmica, Ceres Consultoria Agronômica, Instituto Phytus, Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Assist Consultoria, Círculo Verde Assessoria Agronômica e Pesquisa, Agrocarregal, Syngenta, BASF, Bayer, Arysta, FMC, UPL, Oxiquímica, Helm, Sipcam, ISK e Adama.

Edna Santos
edna.santos@embrapa.br

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